O eucalipto com quase 100 anos de pesquisas e experimentações nas regiões sul e sudeste do Brasil, contando com o apoio e integrada aos interesses de grandes empresas e assistência científica das melhores escolas de engenharia florestal e instituições de pesquisas do país está migrando para novas regiões de fronteiras. É um grande desafio! As observações de campo tem mostrado que todo o esforço científico deverá ser repetido nessas novas regiões para que se tenha certeza absoluta de se alcançar uma silvicultura sustentável. A silvicultura de sucesso cantada em prosa e verso não tem respostas conclusivas para essas novas regiões. Há de se pesquisar e muito! Até lá, é um jogo de tentativas de acertos e erros, onde vale a experiência profissional na escolha de materiais genéticos de regiões semelhantes e na adequação de procedimentos operacionais. Um somatório de conhecimentos indispensáveis e limitantes para se conseguir florestas de boa produtividade. As observações em plantios de 2 a 3 anos mostram produtividades que variam de 10 a 45 metros cúbicos /ha/ano ,utilizando-se de clones comerciais disponíveis no mercado. É muito comum encontrar-se centenas de hectares totalmente dizimados por problemas de déficit hídrico, problemas nutricionais, espaçamento inadequado, etc…!!!! A silvicultura nas novas fronteiras está quebrando o paradigma de que o eucalipto é pau para qualquer obra! Exige cuidados técnicos e competência profissional para criar, adaptar e interpretar as respostas que vão sendo apresentadas pelos plantios florestais em espaçamentos inadequados, às formas e quantidades insuficientes de nutrientes, ao comportamento enigmático dos clones, etc. Alguém mais preocupado pode perguntar: É possível fazer silvicultura nessas novas regiões? A resposta é sim, mas com muito cuidado científico e sem bruxarias! A silvicultura não precisa parar e ficar esperando as respostas de médio e longo prazo das pesquisas florestais. Ela pode prosseguir, mas com monitoramento e atenção profissional e acima de tudo com um acelerado programa de pesquisa para consolidar ou dar os rumos definitivos para uma silvicultura sustentável. Esse cenário de certa complexidade fica mais agravado ainda, nesses novos tempos de expansão, pelo fato da silvicultura se enveredar por novas fronteiras, muitas vezes, pilotada por empreendedores sem a menor sensibilidade para as questões biológicas, presos à inflexíveis planilhas matemáticas e em alguns casos acreditando em sonhos e bruxarias silviculturais.
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