O crescimento das indústrias de base florestal, praticamente duplica a cada 10 anos!
O aumento de áreas plantadas, que se verificou nos últimos anos, quando saltamos de 300 para 600.000/ha/ano, vai atender ao aumento da produção florestal que já se encontra em andamento.
São otimizações, ou ampliações de plantas industriais existentes, nos sites já conhecidos. Num prazo curto, essas possibilidades estarão esgotadas ou limitadas por inúmeras condições: energia, água, espaço físico, exigências ambientais, etc.
E principalmente, suprimento de madeira! Ainda existem áreas disponíveis e que estão sendo aceleradamente ocupadas com programas de fomento.
Isso poderia ter sido muito maior se a cultura de fomento tivesse sido estabelecida bem anteriormente ou se as empresas desenvolvessem um programa de aquisição com preços distintos e valorizando, de fato, as florestas de seu entorno.
Essa política altamente vantajosa para as empresas e produtores poderia abrir novas oportunidades para o crescimento industrial com a própria estrutura existente. No entanto, e mesmo, com certo atraso, o fomento vai permitir aumento da oferta de madeira e possibilitar crescimentos das plantas atuais. Poderia ser significativamente maior!
Depois disso e representando o novo ciclo de duplicação, virão as novas plantas, em novos sites e com novas florestas! Com certeza, ao redor de 2015, estaremos discutindo o suprimento de unidades industriais instaladas para utilização das florestas de novas fronteiras! E que desafios serão enfrentados pela silvicultura?
É difícil cercar o atacado e o varejo, mas alguns aspectos já estão se mostrando evidentes: como assegurar o crescimento e a estabilidade dos empreendimentos nessas novas fronteiras? algumas excelentes oportunidades existentes, como é o caso dos mecanismos de reposição serão devidamente monitorados, para se evitar abusos ? a silvicultura, com essa nova clientela de investidores interessados, está bem orientada, ou corremos o risco de estarmos criando”bois verdes” e novos engodos para o futuro! os cuidados técnicos essenciais estão sendo tomados?
Cabem outras indagações, mas essas apresentadas servem para mostrar, que estamos iniciando uma nova fase da silvicultura, com algumas questões indefinidas, e que não podem redundar em erros!
Erros poderão sacrificar o crescimento industrial lá na frente e criar novos estigmas negativos para a silvicultura e que , à semelhança de erros do passado, demandam anos para serem removidos!
Os novos clientes, em sua maioria, administradores e investidores matemáticos, querem produtividade, legalidade e certeza de que não serão surpreendidos na continuidade de seus negócios!
Nesse novo contexto setorial, seria muito sensato que se promovesse, através das entidades representativas e dos próprios Governos Estaduais e Federal, uma ampla reflexão a respeito das estratégias governamentais e empresariais a serem adotadas para garantir o crescimento e fortalecimento da silvicultura com plena segurança a todos os interessados!