É engraçado, para não dizer outra coisa, como alguns assuntos crescem, transformam-se em preocupações estratégicas e de repente deixam o cenário da silvicultura brasileira. O fomento florestal por volta dos anos 60/70 deu vida a muitas empresas. O exemplo do admirável e respeitadíssimo Dr. Rensi , na Duratex, foi tido como referência por muitos anos e continua válido e atualíssimo: a fábrica em Jundiaí foi mantida por dezenas de anos ,exclusivamente, por conta de fomentados!!! No entanto, anos depois o fomento foi colocado num papel quase que marginal nas empresas. Mais recentemente, nos anos 2008,2009 e 2010 o fomento florestal passou novamente a ser sinônimo de integração social, parceria sustentável e até de orgulho em discursos devidamente preparados aos CEOs de grandes empresas. Nos dias atuais não se ouve falar! Aliás, poucas empresas mantiveram suas linhas de fomento aquecidas. Poucas mantiveram o ritmo dos discursos de seus presidentes. Essas, com certeza, transformaram e fizeram do fomento um instrumento estratégico para o suprimento de madeira. E continuam. E esse era o comportamento que se esperava de outras empresas! Devem ter respeitado os contratos e os contratados e o resultado positivo deve ter sido a razão da continuidade! Fizeram o jogo do ganha-ganha. A vizinhança do entorno dos empreendimentos, a empresa, a integração com as comunidades, enfim, a silvicultura cumprindo parte do seu papel social. Há, no entanto, informações de que muitas empresas sumiram de suas regiões de atuação e continuam mantendo seus parceiros fomentados como problemas jurídicos! Nesses casos, para muitos produtores o fomento criou um grande passivo econômico, social e ético. O que se espera é que esse movimento pendular quando retomar a posição de origem, com certeza, vai colocar frente à frente o comprador e o vendedor de madeira ,mas agora em situação diferente, com informações, instrumentos e discursos diferentes. Trocando em miúdos: aquela empresa que saiu correndo sem olhar para trás, vai voltar à procura da madeira. Há dados mostrando que esse movimento já deu sinais de que o passado foi esquecido e um novo discurso está sendo preparado para a nova abordagem! Aqueles produtores que tiveram fôlego para aguentar o sufoco vão gostar e muito. Irão cobrar o preço do mal feito lá trás! Há muitos instrumentos legais, financeiros e fiscais que poderiam ser desenvolvidos para que essa cadeia ,tão importante à silvicultura brasileira, sempre que se constituísse não sofresse solução de continuidade. É o caso, por exemplo, da certificação florestal e das linhas de financiamentos para grandes empreendimentos. Não haveriam grandes dificuldades para que fossem analisados com mais detalhes os programas de fomento dessas empresas, por ocasião da certificação ou solicitação de financiamentos. Se estão atendendo e respeitando seus parceiros muito bem, caso contrário seria muito oportuno que existissem adequadas penalizações. Até para valorizar os que prezam a seriedade! Por enquanto, vamos torcer para que pelo menos o produtor ao atender o representante, que nem desconfia das encrencas lá de trás, venha com uma polpuda oferta para compra da madeira. A pedida vai ser um pouco maior, mas necessidade vai ajudar aproximar os valores. Negócio fechado! E os produtores dirão: valeu a pena plantar árvores!
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