Uma justa remuneração da madeira produzida a pequenas distâncias das fábricas pode se transformar no melhor instrumento para alavancar as atividades de fomento florestal no entorno das indústrias consumidoras. Sabe-se que existe uma diferença muito grande no custo da madeira transportada de 100, 250 e 500 km. Há diferenças superiores a 70%! Sabe-se, também, que menos de 50% dos estoques de madeira das diversas indústrias se encontram em raio inferior a 100 km das fontes consumidoras. O raio de 100 km compreende área total de aproximadamente 3 milhões de há, o que torna mais fácil abrigar programas de fomento de 40, 50 ou 60 mil ha em áreas ociosas (cerca de2% da área total !) Com certeza, um programa de fomento que transfira parte do custo de transporte da longa distância para o valor da madeira em pé do entorno da fábrica, teria uma enorme chance de atrair proprietários rurais interessados na diversificação da produção rural. A atividade de silvicultura com essa agregação de valor pode se tornar extremamente atraente! Infelizmente, nos dias atuais são raros os casos em que se dá à “madeira de quintal “ a justa e distinta remuneração! Uma mudança de atitude nesse sentido, poderia provocar profundas alterações no perfil da atividade: menos custos de transporte, menos consumo de energia, menos poluição, menos gastos com conservação de estradas, menos riscos de acidentes, mais renda aos produtores rurais, melhor utilização de terras ociosas, mais racionalidade na produção de madeira, mais valorização para a silvicultura, mais competitividade para as florestas plantadas brasileiras!
Comunidade de Silvicultura no Chat GPT
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