Há alguns meses atrás a falta de água nas torneiras das casas transtornou a vida de muitas famílias paulistanas! O problema se transformou numa febre pelo líquido sagrado e gerou desespero generalizado. Foram meses em que as manchetes dos principais jornais só tratavam desse assunto. Todos foram afetados – residências, restaurantes, indústrias. Ninguém deixou de sentir, mesmo que em escala menor, o drama da falta de água. Também não faltaram acusações e justificativas. Surgiram inúmeras soluções alternativas e propostas de trabalhos a serem executados. Até o desmatamento e o abuso com o remanescente das matas naturais e protetoras das nascentes foi lembrado e o descuido, muito criticado! E para muitos especialistas, essa é uma das principais razões do alarmante desastre! E também não faltaram sugestões para recuperar as áreas desprovidas de vegetação protetora. Muitos estudos, outrora realizados e engavetados, foram colocados à mesa para discussão e apressadas providências! Até recursos, que sempre foram negados, começaram a pipocar daqui e dali! No meio desse entusiasmo, não faltaram os mais céticos que profetizavam – é só chover e acaba tudo! Os otimistas de plantão não se deixaram abater! E para o bem das futuras gerações, inúmeras soluções foram apontadas na direção de se restaurar a vegetação natural das regiões mais degradadas. Percebeu-se que faltam informações técnicas com exatidão científica, mas sobram dados operacionais que permitem um início promissor de plantios com espécies florestais nativas. Muitas Prefeituras, através de suas Secretarias de Meio Ambiente foram a campo e traçaram os programas iniciais para recuperação das matas de suas nascentes. Cresceu o interesse em se estabelecer políticas públicas pelos serviços ambientais! Muitos viveiros de mudas nativas tiveram suas vendas significativamente aumentadas. Não ficou nenhuma dúvida de que a sociedade está sensibilizada e motivada para se engajar em campanhas que visem a restauração de nossas florestas de proteção. O trabalho pioneiro de muitas ONGS, que há anos, lutam em prol dos plantios de nativas, deu sinais inequívocos de seus resultados positivos. Dentre muitas, há de se destacar o incansável trabalho da SOS Mata Atlântica, que tem grande estoque de informações e experiência no assunto. Estão nessa luta há décadas! Mas as chuvas ameaçaram chegar e nem em quantidade satisfatória. Mas o suficiente para dar uma esfriada na chapa! E por mais que continuem evidentes as marcas do problema, fica a sensação de que essa encrenca passa rapidinho, se realmente, as chuvas chegarem! E ficam as inevitáveis dúvidas – algum programa será implantado? Como o paulistano da torneira fechada e sensibilizado pode ajudar? E as indústrias, que quase foram paralisadas, vão, de fato, participar ou colaborar de alguma forma? Quem vai divulgar os programas em desenvolvimento? Será que vamos perder a oportunidade de se viabilizar os programas de plantios de proteção com espécies nativas? E os governantes municipais, estaduais e federais vão esquecer do problema? A restauração de nossas matas de proteção não vai encher as represas e fazer jorrar água em torneiras enferrujadas, mas não podemos deixar às gerações futuras esse mal sem nenhuma solução ou encaminhamento! Proteger e revegetar nossas nascentes e matas ciliares é parte básica e essencial de um grande problema! Parece ser um desafio a todos que pretendem melhor qualidade de vida às futuras gerações!
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